12/04/2022 às 21h43min - Atualizada em 12/04/2022 às 21h43min

Vendas de motocicletas aumentam 37% durante o primeiro trimestre de 2022

Para usuários, motocicletas são alternativa para diminuir o consumo de gasolina ou escapar do transporte público

Fernando Moura

Foto:Divulgação
É cada vez mais perceptível o grande volume de motocicletas que circula diariamente nas cidades e segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Similares (Abraciclo), o número de veículos de duas rodas produzidos no primeiro trimestre de 2022 foi 37,8% maior do que no mesmo período do ano passado. Segundo a associação, foram fabricadas 327,1 mil motocicletas entre os dias 1 de janeiro a 31 de março.

A motocicleta é uma opção mais confortável para os usuários do transporte coletivo, que muitas vezes investem no veículo para escapar da escassez de ônibus circulando na cidade. Para a estudante de enfermagem, Ana Paula Souza, a escolha da motocicleta como meio de transporte principal foi crucial para dar mais liberdade em seu dia a dia. “Assim que conquistei o meu primeiro estágio, logo fui atrás de comprar a minha moto. Com compromissos acadêmicos e de trabalho, ficou inviável esperar o ônibus para chegar aos locais”, explica Ana ao revelar que já passou horas na parada de ônibus para voltar para casa. “Eu estudo à noite, e já esperei pelo transporte público por mais de duas horas para poder voltar para casa. Toda essa situação me levou a investir na compra da minha moto”, desabafa.


Até para quem já possui veículo próprio a compra da motocicleta pode ser uma alternativa mais econômica. Como é o caso do engenheiro elétrico Cézar Lobo, que resolveu deixar o carro em casa para ir trabalhar na motocicleta nova. “A economia de tempo e gasolina de quem vai trabalhar de moto é muito maior. Ano passado eu cheguei a gastar R$ 650,00 por mês só para me locomover de casa para o trabalho todos os dias. Hoje eu gasto em média R$ 100,00 mesmo com o aumento do valor do combustível”, relata Cézar que hoje só utiliza o carro nos finais de semana. “Com o dinheiro que eu economizo, posso levar a família para jantar nos dias de folga, que é um dos momentos que tiramos o carro da garagem”, finaliza.

Retomada - Ainda segundo a Abracilo, a indústria tem o objetivo de retornar a produção de 2011, quando as fábricas produziram mais de 2 milhões de motos em um ano. Para o presidente da associação, Marcos Fermanian, a perspectiva é de avançar a produção gradualmente até chegar aos patamares de 2011. “Cada marca tem lidado com pequenos entraves no dia a dia. De forma geral nossa indústria tem conseguido suplantar essas dificuldades. Em linhas gerais estamos conseguindo avançar bem este ano”, avaliou.

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