29/07/2022 às 08h21min - Atualizada em 29/07/2022 às 08h21min

Galeria a céu aberto em Paraupebas promove prática para técnicas de grafite e muralismo

As paredes do bairro Liberdade ganharam um efeito colorido e com desenhos históricos   

Da Redação
Ascom PMP

 

O Projeto "Caminhos da Arqueologia na Amazônia – Carajás" foi realizado durante o mês de julho com uma variada programação cultural em Parauapebas, entre elas a criação da galeria de artes à céu aberto. 

 

O local escolhido foi a travessa Cajazeira, no bairro Liberdade, onde os alunos que participaram das oficinas colocaram em prática os conhecimentos e técnicas de grafite e muralismo. 

 

A iniciativa tem por finalidade despertar a comunidade local e a sociedade em geral para a existência de um valioso patrimônio arqueológico na região de Carajás, e que precisa não somente ser preservado, mas também fomentado o turismo na geração de renda para a população. “Acreditamos que ao se apropriar do valor simbólico desse patrimônio, e a partir dele conquistar trabalho e renda, a população local se transformará em guardiã permanente desses bens arqueológicos existentes na região de Carajás”, afirma André Monteiro, coordenador geral do projeto.

 

A estudante Milena Fernandes participou da oficina e achou muito interessante saber um pouco mais dessa riqueza arqueológica do bairro onde mora. “Eu estou achando bem interessante fazer parte, porque é algo novo pra mim. Eu nunca tinha participado de oficina de grafite, é bem interessante que a gente já vai logo pra prática. Estou muito feliz em poder fazer parte dessa nova história aqui do bairro”, reforçou.

 

A ideia de criação de galerias de arte à céu aberto é do também artista visual paraense Guataçara Monteiro. Ele reside em São Paulo há 20 anos, e já criou outras galerias semelhantes no Nordeste e no Sudeste do Brasil. “Essa ação é muito importante porque ela tem grafiteiros, mas tem artistas que trabalham com técnicas diferenciadas e o grande objetivo é trazer cor, beleza para a rotina dos moradores, mas também evidenciar o patrimônio histórico, a riqueza arqueológica aqui da região para que as pessoas fiquem cada vez mais familiarizada com esse patrimônio”, explica.

 

A proposta do projeto “ Caminhos da Arqueologia na Amazônia_ Carajás” é demonstrar de maneira didática, como se deu a ocupação no sudeste do Pará, tendo como base as pesquisas arqueológicas na região nos últimos 50 anos.
 

O projeto tem o patrocínio do Instituto Cultural Vale via Lei Federal de Incentivo à Cultura, parceria do Museu Paraense Emílio Goeldi e apoio da Prefeitura de Parauapebas, por meio do Museu Hilmar Harry Kluck.

 


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