25/01/2024 às 14h24min - Atualizada em 25/01/2024 às 14h24min

Polícia Federal apura se Abin passava informações sigilosas a filhos de Bolsonaro

As investigações estão dentro de operação que teve o deputado federal Alexandre Ramagem como alvo, nesta quinta-feira (25/1).

Da redação

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Hugo Barreto / Metrópoles
A Polícia Federal (PF) suspeita que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tenha fornecido informações aos filhos do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) para que eles se defendessem de ações na Justiça. Em operação realizada nesta quinta-feira (25/1), a corporação investiga se a Abin realizou monitoramentos ilegais.

A apuração ainda visa constatar se governadores, políticos e até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) teriam sido vigiados por uma organização criminosa infiltrada na agência estatal.

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Entre as autoridades ilegalmente monitoradas por um software espião da Abin, estariam os ministros do STF Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia e o ex-governador do Ceará Camilo Santana, hoje ministro da Educação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Um dos alvos da operação deflagrada nesta quinta-feira (25/1) é o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Isso porque as supostas investigações sem autorização judicial ocorreram quando ele era diretor-geral da Abin, entre julho de 2019 e março de 2022, durante o governo de Bolsonaro. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Em nota, o senador Flávio Bolsonaro repudiou a suspeita. “É mentira que a Abin tenha me favorecido de alguma forma, em qualquer situação, durante meus 42 anos de vida”, disse.

Há ainda investigações sobre o uso da agência para ajudar Jair Renan, o filho 04 de Bolsonaro. A suspeita é que Ramagem teria atuado para atrapalhar investigações contra Jair Renan que envolvem trafico de influência.

No fim de 2020, representantes da empresa Gramazini Granitos e Mármores Thomazini, que atua nos setores de mineração e construção, conseguiram uma reunião com o então ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (PL), cerca de um mês após presentearem Jair Renan e o empresário Allan Lucena com um carro elétrico avaliado em R$ 90 mil. Lucena é parceiro de negócios e personal trainer de Renan Bolsonaro.

Em depoimento à PF, na época, o filho do presidente Jair Bolsonaro afirmou que o personal trainer seria responsável pela captação de patrocinadores para investirem no camarote que os dois abriram no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Operação da PF - Equipes da PF fizeram buscas no gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados e no apartamento funcional, na manhã desta quinta-feira (25/1). Além de Ramagem, policiais federais são alvos da “Operação Vigilância Aproximada”.

Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa que se infiltrou e usou o aparelho estatal da Abin para monitorar ilegalmente a geolocalização de dispositivos móveis de servidores públicos, políticos, policiais, advogados, jornalistas e juízes.

Ao todo, a PF cumpre 21 mandados de busca e apreensão. Do total, 18 são em Brasília (DF), um em Juiz de Fora (MG), um em São João del Rei (MG) e um no Rio de Janeiro.

Com informações de Metrópoles

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