12/07/2023 às 09h00min - Atualizada em 12/07/2023 às 09h00min

Barco-hospital Abaré leva atendimento médico e odontológico a Aveiro e Belterra, Oeste do Pará

Expedição marca a retomada, após pandemia da Covid-19, da parceria entre Ufopa e Faculdade São Leopoldo Mandic.

Carlos Yury - com informações de G1

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Divulgação
A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) retomou a parceria com a Faculdade São Leopoldo Mandic para realizar o projeto social Barco da Saúde, após quatro anos. A expedição teve início nesta terça-feira (11) e seguirá até o dia 21 de julho, atendendo 30 comunidades nos municípios de Aveiro e Belterra, na região Oeste do Pará. A bordo do barco-hospital Abaré, a equipe tem como objetivo levar atendimento médico e odontológico às populações que têm dificuldade de acesso à saúde.

A ação conta com uma equipe composta por 43 pessoas, incluindo alunos, médicos, dentistas, acadêmicos e profissionais de suporte. Serão oferecidos atendimentos nas áreas de ginecologia e obstetrícia, clínica geral, oftalmologia, pediatria, dermatologia e odontologia. Durante os 10 dias da expedição, espera-se realizar entre 1.000 e 1.500 atendimentos a crianças, adolescentes, adultos e idosos que vivem às margens dos rios da região.

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As expedições do Abaré ocorrem periodicamente levando atenção básica, exames laboratoriais e medicamentos a população ribeirinha do Tapajós e Arapiuns. Para a reitora da Ufopa, Aldenize Xavier, “cada parceiro é importante nesse processo. A prefeitura de Santarém, o Ministério da Saúde, as faculdades de medicina do país que trazem seus estudantes e professores, como a São Leopoldo Mandic, sempre agregam com novos atendimentos”.

A reitora lembrou a importância do envolvimento dos residentes médicos do Instituto de Saúde Coletiva (Isco) da Ufopa e dos discentes do instituto, que levam atendimento e trazem conhecimento e muito aprendizado sobre a realidade médica nos territórios tradicionais da Amazônia: “A Ufopa está preparada para implantar o curso de Medicina, e juntamente com o MEC e o Ministério da Saúde garante mais formação à população que aqui reside, pois essas expedições são pontuais e as demandas, urgentes”.

A Dra. Elizabeth Regina de Melo Cabral, professora e coordenadora de projetos sociais da São Leopoldo Mandic, destaca que “a Faculdade São Leopoldo Mandic tem esse olhar e atuação voltada para a questão da responsabilidade social. Não pudemos realizar a expedição nos últimos anos por conta da pandemia da Covid-19, e já nos relataram que a população está esperando o nosso projeto. Isso acontece porque nossos atendimentos são diferenciados, voltados ao acolhimento e a um cuidado humanizado, que faz a diferença para esses municípios mais carentes. O Barco da Saúde consegue transformar a vida das pessoas que se beneficiam da ação”.

Esse poder transformador, aliás, não se aplica apenas às pessoas que são atendidas pelo projeto. Para os estudantes que participam da expedição, trata-se de uma vivência capaz de fazer a diferença em suas carreiras.

“Tivemos uma constatação, inclusive por meio de dados que trouxemos, que participar desses projetos de responsabilidade social é transformador na vida do estudante de Medicina, tanto do ponto de vista pessoal como do profissional. Essa experiência modifica o aluno e faz com que eles voltem com um potencial e um olhar muito mais amplo do que é o cuidado na saúde”, afirma a Dra. Fabiana Succi, diretora do curso de Medicina da São Leopoldo Mandic.

O Projeto Barco da Saúde nasceu em 2017, em Campinas, e neste ano vai para sua quarta edição. O projeto é desenvolvido pela Faculdade São Leopoldo Mandic em conjunto com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e por equipes das secretarias de Saúde locais. A expedição é realizada com auxílio da mantenedora, além de doações e recursos obtidos pelos próprios alunos e o apoio da ONG Renovatio.

Sobre o Abaré - O barco-hospital Abaré, a bordo do qual a expedição irá levar atendimento a Belterra e Aveiro, pertence à Ufopa e possui estrutura para atendimento clínico e odontológico. A embarcação tem quatro consultórios, sala para pequenas cirurgias e estrutura de laboratório para análises clínicas e radiografias, além de acomodações para os integrantes da missão. Ao todo, a embarcação acomoda 55 pessoas, entre passageiros e tripulação.

 

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