Seis hospitais públicos do Pará, incluindo unidades em Belém, Ananindeua, Breves, Capanema e Tailândia, passaram a utilizar fontes de energia renovável e receberam certificação internacional (I-REC) pelo uso de Energia Verde. A mudança resultou em economia superior a 30% nos custos com eletricidade, permitindo a aplicação desses recursos em melhorias no atendimento à população. A iniciativa contribui para a redução da emissão de poluentes, reforçando o compromisso com práticas sustentáveis e eficientes na gestão da saúde pública.
Além do reconhecimento internacional, a medida tem sido bem recebida por usuários das unidades hospitalares, que destacam a importância de ações que integram cuidado com a saúde e com o meio ambiente. A certificação também reforça o posicionamento do Pará diante de discussões globais sobre sustentabilidade, especialmente com a realização da COP 30 em Belém, que dará visibilidade a projetos locais voltados à preservação ambiental e ao uso responsável de recursos públicos.
Seis hospitais públicos do Pará passaram a utilizar energia renovável e foram reconhecidos com a certificação internacional Renewable Energy Certificate (I-REC), que comprova o uso de fontes limpas, também conhecidas como Energia Verde. A medida já representa uma redução superior a 30% nos gastos com eletricidade, permitindo o direcionamento de recursos para a melhoria do atendimento à população.
As unidades que receberam o certificado são:
Hospital Jean Bitar (HJB) e Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), ambos em Belém;
Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua;
Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), em Breves;
Hospital Regional Público dos Caetés (HRPC), em Capanema;
Hospital Geral de Tailândia (HGT).
Economia e responsabilidade ambiental
A adoção de energia limpa, como solar, eólica e hidrelétrica, contribui para a redução da emissão de poluentes e reforça o compromisso das unidades com práticas sustentáveis. Com a economia obtida, os hospitais poderão ampliar ou reforçar os serviços oferecidos, otimizando o uso dos recursos públicos.
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Exemplos locais de economia
HJB (Belém): reduziu em 39% os custos com energia elétrica.
CIIR (Belém): alcançou a mesma redução, com impactos positivos na qualidade do ar e na saúde pública.
HMUE (Ananindeua): confirmou economia de 39% após a migração para fontes renováveis.
HGT (Tailândia): obteve redução de 27% nas despesas com energia.
HRPM (Breves): alcançou economia de 30%, reinvestida na melhoria dos atendimentos no 8º Centro Regional de Saúde.
HRPC (Capanema): registrou economia de 33,83%, dentro da meta contratual prevista.
Opinião da população
Usuários também demonstraram aprovação. Soraia Gonçalves, moradora de Santa Luzia do Pará, aguardava consulta no HRPC quando soube da certificação:
“É bom saber que o hospital está usando energia renovável. Isso mostra um cuidado não só com a saúde, mas com o planeta.”
Nilson Ataíde, autônomo que acompanha o pai internado no HRPM, também destacou a importância da iniciativa:
“Acho essencial que os hospitais adotem energia limpa. É uma ação positiva e educativa, que pode servir de exemplo para outras instituições.”
Reconhecimento internacional em ano de COP 30
O diretor operacional do INDSH, José Neto, destacou que a certificação mostra que a energia utilizada é realmente de fonte limpa e renovável, o que ajuda a reduzir os impactos ambientais. Segundo ele, a economia obtida será revertida em melhorias diretas aos serviços de saúde, beneficiando os pacientes de forma concreta.
A certificação chega em um momento importante: Belém será sede da COP 30, conferência global sobre mudanças climáticas que ocorrerá em novembro de 2025. A iniciativa coloca o Pará no radar de ações que unem saúde pública e preservação ambiental.
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