A Polícia Civil do Pará deflagrou uma nova fase da Operação Anjo da Guarda na Região Metropolitana de Belém, resultando na apreensão de um adolescente suspeito de armazenar e produzir material relacionado a abuso infantil. A ação foi conduzida pela Divisão de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC) e contou com o apoio da Polícia Científica do Pará, que recolheu celulares e dispositivos eletrônicos que passarão por perícia para aprofundar as investigações.
As autoridades identificaram indícios de crimes cibernéticos após rastreamento de contas de e-mail com grande volume de conteúdo ilegal. Três aparelhos foram apreendidos e podem revelar a participação de outros envolvidos. As investigações continuam em curso, e a população pode colaborar com denúncias anônimas pelo número 181. A operação reforça o combate aos crimes virtuais que afetam crianças e adolescentes no estado.
A Polícia Civil do Pará realizou, na última terça-feira (25), mais uma etapa da Operação Anjo da Guarda na Região Metropolitana de Belém. Durante a ação, um adolescente foi apreendido em flagrante, suspeito de envolvimento com o armazenamento e produção de material relacionado a abuso infantil.
A operação foi conduzida pela Divisão de Combate a Crimes contra Grupos Vulneráveis Praticados por Meios Cibernéticos (DCCV), vinculada à Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC). A Polícia Científica do Pará (PCEPA) também participou da operação, que teve como foco o cumprimento de mandados de busca e apreensão em residências investigadas por envolvimento em crimes virtuais contra crianças e adolescentes.
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Segundo a delegada Géssica Araruna, as investigações iniciaram a partir de indícios de aliciamento de menor e produção de conteúdo ilegal. Em Marituba, foi identificado um celular com material de pornografia infantil. O equipamento foi apreendido e encaminhado para perícia. Ao todo, três dispositivos foram recolhidos e estão em análise na DECCC, com objetivo de identificar outros possíveis envolvidos.
A delegada Vanessa Lee, diretora da DECCC, destacou que os crimes cometidos no ambiente virtual afetam diretamente jovens em situação de vulnerabilidade. “Estamos intensificando as ações preventivas e investigativas para evitar que essas práticas se tornem recorrentes em nosso estado”, afirmou.
Especialistas da Polícia Científica reforçam que, mesmo quando os arquivos são apagados, técnicas forenses permitem recuperar dados relevantes para a comprovação dos crimes. O perito criminal Luiz Fernando Luz explicou que os equipamentos serão submetidos a laudos periciais que podem confirmar o flagrante, levando em consideração a idade dos envolvidos.
Além do cumprimento dos mandados, a operação busca desarticular redes que atuam na disseminação de conteúdos ilegais. As investigações continuam em andamento, com foco em identificar outros suspeitos, inclusive em Belém e municípios vizinhos.
A população pode contribuir com informações anônimas por meio do Disque-Denúncia 181. As denúncias são recebidas com sigilo absoluto.
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