09/02/2023 às 19h08min - Atualizada em 09/02/2023 às 19h08min

Estudo aponta alta na taxa de intoxicação por medicamentos no Pará; entenda os riscos

Luciana Carvalho, estagiária sob supervisão do jornalista Yuri Maia

Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
É muito comum ter uma “pequena farmácia” em casa. Ela costuma conter remédios para dor e febre, antiácido e até mesmo alguns anti-inflamatórios e outros remédios mais específicos. O problema é que muita gente não se dá conta de que a facilidade de acesso aumenta a exposição aos perigos da automedicação.

Esse hábito já faz parte da vida de muitas pessoas, mas é preciso ter cuidado porque medicamentos são substâncias químicas, causam efeitos colaterais e interagem com outros remédios que a pessoa utiliza. Além disso, existem as contraindicações.


Um estudo realizado no Pará por Cássio M. de Sousa, farmacêutico especialista em saúde pública, e André R. Machi, biólogo e doutor em tecnologia nuclear, para determinar a prevalência de intoxicações medicamentosas entre 2011 e 2021, mostrou que nesse período, foram registrados 6.069 casos de intoxicação exógena no Estado, sendo que os medicamentos foram o principal agente etiológico, responsáveis por 25,51% desses casos.

Ainda de acordo com o levantamento, tentativas de suicídios, o uso acidental e automedicação foram as circunstâncias mais predominantes para o uso de indiscriminado de medicamentos. Os dados revelam ainda que, no período estudado, ocorreram 30 óbitos causados pelo uso da automedicação. 

Nesses casos de uso indiscrimonados de menicamentos, o farmacêutico têm uma fundamental importância na prevenção de intoxicações medicamentosas, uma vez que o profissional pode orientar os pacientes sobre o uso adequado dos fármacos, a dosagem certa e os possíveis efeitos colaterais. Além disso, o farmacêutico também pode identificar possíveis interações medicamentosas e avaliar a necessidade de mudanças na terapia da medicação.

Por isso, é importante destacar que medicamentos não são sinônimo de saúde e que seu uso inadequado pode levar a graves consequências. É necessário que haja campanhas de conscientização sobre o uso racional de medicamentos, bem como aprimoramento dos sistemas de notificação e monitoramento de intoxicações medicamentosas para que sejam tomadas medidas preventivas mais eficazes.


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