STF pode ampliar sessões sobre julgamento de Bolsonaro

Moraes solicita data extra para análise do caso da suposta trama golpista

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STF pode ampliar sessões sobre julgamento de Bolsonaro
Ag. Brasil
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O ministro Alexandre de Moraes solicitou uma sessão extra no Supremo Tribunal Federal (STF) para o julgamento do núcleo 1 da suposta trama golpista, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados. A votação começa na próxima terça-feira (9) e pode levar a penas superiores a 30 anos de prisão.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República cita o plano “Punhal Verde e Amarelo”, a “minuta do golpe” e a participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Os acusados respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e dano ao patrimônio público.

Entre os réus estão Bolsonaro, Mauro Cid, Braga Netto, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Almir Garnier e Alexandre Ramagem, que responde apenas a parte das acusações por ser deputado federal.

O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou nesta sexta-feira (5) a realização de uma sessão extraordinária na Primeira Turma da Corte para julgar o chamado núcleo 1 da trama golpista, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete acusados.

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O pedido foi encaminhado ao presidente do colegiado, ministro Cristiano Zanin, para que a sessão extra ocorra na próxima quinta-feira (11). Já estão confirmadas sessões nos dias 9, 10 e 12 de setembro.

O julgamento teve início nesta semana com as sustentações orais das defesas e o posicionamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação dos réus. A partir de terça-feira (9), os ministros começam a votar, decisão que pode resultar em penas superiores a 30 anos de prisão para os envolvidos.

Acusações em análise

A denúncia da Procuradoria-Geral da República aponta que os acusados teriam participado da elaboração do chamado plano Punhal Verde e Amarelo, que incluía ações contra autoridades como Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Consta ainda a elaboração da “minuta do golpe”, documento que previa decretar estado de defesa e de sítio para tentar anular o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse presidencial. O material teria sido de conhecimento de Jair Bolsonaro.

O caso também envolve a suposta ligação dos acusados com os atos de 8 de janeiro de 2023, quando ocorreram invasões e depredações em prédios dos Três Poderes, em Brasília.

Possíveis crimes

Os denunciados respondem por:

organização criminosa armada,

tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,

golpe de Estado,

dano qualificado por violência e grave ameaça,

deterioração de patrimônio tombado.

As penas podem ultrapassar três décadas de prisão. A exceção é o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que teve parte das acusações suspensas por previsão constitucional e responde apenas a três dos cinco crimes.

Réus no processo

Jair Bolsonaro – ex-presidente da República

Alexandre Ramagem – ex-diretor da Abin e atual deputado federal

Almir Garnier – ex-comandante da Marinha

Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF

Augusto Heleno – ex-ministro do GSI

Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa

Walter Braga Netto – ex-ministro e candidato a vice em 2022

Mauro Cid – ex-ajudante de ordens da Presidência

Fonte: Ag. Brasil

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