Estudantes da Escola Estadual Fé em Deus, no bairro do Tenoné, em Belém, participaram de uma visita educativa ao Parque Estadual do Utinga, onde conheceram de perto o Projeto de Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas. A atividade faz parte de uma iniciativa conjunta entre a Seduc e o Ideflor-Bio, que busca fortalecer a Educação Ambiental por meio de vivências práticas e conteúdos pedagógicos integrados ao currículo escolar. Durante a visita, os alunos aprenderam sobre a importância das Unidades de Conservação e da preservação da fauna amazônica, com destaque para a ararajuba, ave símbolo do Pará.
Além das atividades no parque, a parceria prevê a distribuição de materiais didáticos interativos, como cartilhas e QR Codes, para facilitar o acesso ao conhecimento sobre biodiversidade. A proposta é ampliar a conscientização ambiental entre os jovens da rede pública, incentivando a adoção de hábitos sustentáveis desde a escola. A expectativa é que mais escolas de Belém e do interior participem da ação, promovendo uma educação voltada à valorização dos recursos naturais do estado.
Estudantes da Escola Estadual Fé em Deus, localizada no bairro do Tenoné, em Belém, participaram nesta semana de uma visita educativa ao Parque Estadual do Utinga. A ação integra uma nova proposta de incentivo à Educação Ambiental na rede pública, resultado de um acordo entre a Secretaria de Educação do Pará (Seduc) e o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio).
Durante a atividade, os alunos puderam conhecer mais sobre o papel das Unidades de Conservação (UCs) e, especialmente, sobre o trabalho realizado no Parque do Utinga, que abriga diversas espécies e recursos naturais essenciais para a sustentabilidade da Região Metropolitana de Belém. Um dos destaques da visita foi a apresentação do Projeto de Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas, espécie símbolo do Pará, considerada ameaçada de extinção na natureza.
A iniciativa busca conectar os conteúdos pedagógicos à vivência direta com o meio ambiente. Segundo Rubens Aquino, técnico do Ideflor-Bio que acompanhou a atividade, "o contato com o ambiente natural e com espécies da fauna amazônica ajuda os estudantes a compreenderem, na prática, a importância da preservação ambiental, despertando o sentimento de pertencimento regional".
Além da imersão no parque, os estudantes tiveram acesso a informações sobre o Projeto Ararajuba, que visa reintroduzir as aves na mata ciliar e em áreas preservadas da Grande Belém. A experiência proporcionou uma aula viva sobre biodiversidade. “Caminhar pela Trilha do Patauá e observar as ararajubas no seu habitat foi inesquecível. A gente aprende na escola, mas ver de perto é totalmente diferente”, contou Matheus William, aluno da 3ª série do Ensino Médio.
Como parte da cooperação entre as instituições, materiais produzidos pelo Ideflor-Bio também serão integrados aos cadernos didáticos por meio de QR Codes e links interativos. A proposta é que esse conteúdo seja usado em sala de aula e também inspire futuras visitas ao parque por outras turmas.
A bióloga Taiana Ribeiro da Silva, da Seduc, explica que a prática pedagógica fora da sala contribui para uma formação mais conectada com os desafios da sustentabilidade local. “Esse tipo de atividade reforça o aprendizado sobre a fauna e flora da nossa região e estimula a adoção de práticas conscientes desde cedo”, afirma.
Com essa proposta, espera-se que mais escolas da capital e do interior participem da iniciativa, fortalecendo a Educação Ambiental como ferramenta essencial para o futuro do Pará. O Parque do Utinga, por sua localização estratégica e riqueza ambiental, surge como um espaço privilegiado para a formação de cidadãos mais conscientes sobre os recursos naturais do estado.
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