A Caravana dos Povos Indígenas Rumo à COP 30 iniciou sua jornada no Pará, reunindo lideranças indígenas na Aldeia Pykatoti, em Altamira. A iniciativa, promovida pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (Sepi), busca fortalecer o protagonismo indígena nas discussões climáticas globais, preparando representantes para a COP das Florestas, que acontecerá em Belém, em novembro de 2025. Durante o evento, foram realizadas oficinas de produção audiovisual para capacitar jovens indígenas na documentação de suas realidades e debates sobre preservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas.
Além de reforçar a importância da demarcação de terras como estratégia essencial para conter os impactos ambientais, a caravana promove diálogos sobre a participação ativa dos povos indígenas na luta climática. A secretária da Sepi, Puyr Tembé, destacou que os indígenas são os verdadeiros guardiões da floresta e devem ocupar o centro dessas discussões. A jornada seguirá por outras comunidades do Pará, garantindo que as vozes indígenas sejam ouvidas na COP 30 e suas demandas ganhem espaço no debate internacional.
A Caravana dos Povos Indígenas Rumo à COP 30 teve início no domingo (16) na Aldeia Pykatoti, localizada na Terra Indígena Menkragnotire, no distrito de Castelo dos Sonhos, município de Altamira, sudoeste do Pará. Organizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (Sepi), a iniciativa seguiu na última segunda-feira (17), promovendo um espaço de mobilização e formação para lideranças indígenas.
O objetivo é ampliar a participação e a visibilidade dos povos indígenas na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025, a "COP das Florestas", que ocorrerá em Belém, entre 10 e 21 de novembro. O evento busca reforçar a centralidade das comunidades tradicionais nas discussões globais sobre a preservação ambiental.
Takagmoro Kaiapó, comunicador indígena, ressaltou a importância da iniciativa: “Trazer essas informações até a nossa aldeia é essencial. A COP acontecer aqui no Pará destaca a importância da preservação para nós, povos indígenas, que somos os verdadeiros guardiões da natureza”.
Capacitação e Voz Indígena
Durante a caravana, oficinas de produção audiovisual estão sendo realizadas para capacitar jovens indígenas na documentação de suas realidades. Um dos participantes, Takakrua Kaiapó, celebrou a oportunidade: “Agora podemos registrar o que acontece em nosso território e compartilhar nossas histórias com o mundo”.
O evento também promove debates sobre estratégias locais para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A coordenadora do Sistema de Ensino Modular Indígena (Somei), Irengrangra Kaiapó, destacou a relevância do diálogo: “A participação de jovens e mulheres é fundamental para que compreendam a importância do tema e levem suas vozes ao debate internacional”.
Demarcação e Proteção Territorial
Entre os temas prioritários da caravana está a demarcação de terras indígenas, apontada como uma das estratégias mais eficazes para conter os impactos climáticos. A secretária da Sepi, Puyr Tembé, reforçou: “Defender os territórios é defender a vida. Os povos indígenas precisam estar no centro das decisões sobre mudanças climáticas”.
A caravana continuará percorrendo outras comunidades indígenas do Pará, promovendo encontros e fortalecendo a representatividade dos povos originários na luta pela preservação da Amazônia. O protagonismo indígena se fortalece na estrada rumo à COP 30, garantindo que suas demandas e soluções ecoem no palco global.
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