16/08/2022 às 10h07min - Atualizada em 16/08/2022 às 10h07min

Pará tem dois casos confirmados da Varíola do Macaco

21 casos ainda estão em investigação pela SESPA

Yuri Siqueira

Jornal Pará Publicidade 790x90

O primeiro caso da Varíola dos Macacos em Belém foi confirmado nbo último final de semana. É um paciente do sexo masculino, de 40 anos, com histórico de viagem para cidade que já havia registro da infecção.

A secretaria de Saúde do Pará informou em nota que há 2 casos confirmados de Monkeypox no Pará, residentes do município de Belém e que 1 caso foi descartado no município de Parauapebas. Outros 21 casos suspeitos seguem em investigação, notificados por: Parauapebas (5), Santarém (6), Ananindeua (3) Belém (4), São Miguel do Guamá (1), Paragominas (1) e Castanhal (1). O acompanhamento e monitoramento dos pacientes são feitos pelas secretarias de saúde municipais. A SESPA ressalta que os casos confirmados são importados de outros estados e que não há transmissão local.

Varíola dos Macacos

Apesar de levar o nome de “varíola dos macacos”, a transmissão da doença não está relacionada  aos macacos. O nome vem da descoberta inicial do vírus em macacos em um laboratório dinamarquês em 1958. As transmissões do surto atual, que atinge mais de 75 países, foram atribuídas à contaminação de pessoa para pessoa, com contato próximo.

Embora o animal considerado reservatório do vírus seja desconhecido, os principais candidatos são pequenos roedores (como os esquilos) das florestas tropicais da África, principalmente na África Central e Ocidental. O primeiro caso humano foi identificado em uma criança na República Democrática do Congo em 1970. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também aponta os roedores, como os ratos, como animais suscetíveis a este tipo de varíola.

A principal forma transmissão da varíola dos macacos ocorre por contato direto pessoa a pessoa (pele, secreções) e exposição próxima e prolongada com gotículas e outras secreções respiratórias. Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infectantes, o que significa que o vírus pode ser transmitido por meio da saliva. A infecção também pode ocorrer no contato com objetos recentemente contaminados, como roupas, toalhas, roupas de cama, ou objetos como utensílios e pratos.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem:

• Erupções cutânea ou lesões de pele

• Adenomegalia - Linfonodos inchados (ínguas)

• Febre

• Dores no corpo

• Dor de cabeça

• Calafrio

• Fraqueza

Todas as pessoas com sintomas compatíveis de varíola dos macacos devem procurar uma Unidade Básica de Saúde imediatamente e adotar as medidas de isolamento. O diagnóstico é realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. As amostras são direcionadas para oito laboratórios de referência no Brasil.
 

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