O ministro André Mendonça, do STF, determinou, em 8 de setembro, o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.
A decisão atingiu diretamente o comando da instituição responsável pelas investigações e prisões realizadas no escândalo dos descontos ilegais contra aposentados e pensionistas do INSS.
No mesmo dia, Mendonça autorizou a saída da prisão do ex-procurador do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e do contador da Conafer Samuel Chrisostomo do Bomfim Junior. Virgílio é investigado pela suspeita de receber R$ 11,9 milhões de entidades envolvidas nos descontos irregulares.
Ambos foram presos pela PF durante a gestão de Andrei Rodrigues e passaram a cumprir medidas cautelares.
Mendonça também retirou as tornozeleiras eletrônicas de outros três investigados, entre eles Ahmed Mohamad Oliveira Andrade, anteriormente chamado José Carlos Oliveira, ex-presidente do INSS e ex-ministro do governo Jair Bolsonaro.
A medida referente ao ex-ministro foi recomendada pela Procuradoria-Geral da República, enquanto outras restrições, como a proibição de deixar o país e de manter contato com investigados, foram preservadas.
O contraste entre as medidas chama atenção: no mesmo dia em que afastou a cúpula da Polícia Federal, Mendonça também flexibilizou as cautelares impostas a suspeitos presos pela instituição.
Embora tenham objetos distintos, decisões com tamanho impacto precisam apresentar fundamentação jurídica consistente e permanecer sujeitas à revisão pelos órgãos competentes, especialmente diante da gravidade das fraudes cometidas contra aposentados e pensionistas.
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