09/06/2023 às 10h50min - Atualizada em 09/06/2023 às 10h50min

Região Norte tem a segunda maior taxa de analfabetismo do Brasil, afirma IBGE

A região Norte apresenta 6,4% de pessoas que não sabem ler e escrever com 15 anos ou mais.

Carlos Yury - com informação de IBGE

Renato Araújo/Agência Brasília
A taxa de analfabetismo das pessoas maiores de 15 anos na Região Norte é de 6,4%. O índice coloca a região no segundo lugar do ranking do analfabetismo entre as regiões brasileiras, atrás apenas do Nordeste (11,7%). Os números das duas regiões superam a média nacional, de 5,6%. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira (7), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, a taxa de analfabetismo no Brasil registrou queda de 0,5 ponto percentual entre 2019 e 2022. De acordo com a pesquisa, 9,6 milhões de brasileiros não sabem ler ou escrever. A Pnad Contínua também reúne dados envolvendo outros indicadores como nível de instrução, frequência à escola e abandono escolar. Chamam atenção as assimetrias observadas nos recortes regionais e raciais.


O levantamento registra declínio do analfabetismo no país desde o início do levantamento em 2016, quando 6,7% da população não sabiam ler e escrever. Embora a queda tenha sido registrada em todas as regiões, as discrepâncias ainda são notórias. O Nordeste abriga 55,3% de todos os brasileiros acima de 15 anos analfabetos. O analfabetismo na região alcança 11,7% da população. No Norte, são 6,4%. As demais regiões - Centro-Oeste (4%), Sul (3%) e Sudeste (2,9%) - têm taxas abaixo da média nacional.

O IBGE chama a atenção para os desafios do país e de cada região, visando ao cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE), instituído pela Lei Federal 13.005/2014. Pelas metas estipuladas, as taxas entre pessoas com 15 anos ou mais deveriam ter caído para 6,5% em 2015, o que só foi alcançado pelo Brasil em 2017. Além disso, a erradicação do analfabetismo é almejada para 2024.

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Pará - A taxa de analfabetismo das pessoas maiores de 15 anos no Pará é de 7,4%. O índice coloca o Pará no segundo lugar do ranking do analfabetismo entre os estados da Região Norte, atrás apenas do Acre (8,5%). Na colocação geral, o Pará aparece em 11º lugar entre as maiores taxas de pessoas que não sabem ler ou escrever, atrás do Acre e dos nove estados da Região Nordeste.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que lançou o Programa "Alfabetiza Pará", que em regime de colaboração, auxilia os 144 municípios do Pará, no desenvolvimento dos alunos dos anos iniciais (1º ao 5º ano) durante o período de alfabetização. Como parte das ações, o programa já realizou avaliação de fluência leitora e escrita nos municípios que já aderiram ao projeto.

"A Seduc esclarece ainda que conforme prevê a lei, o ensino infantil é de responsabilidade do município, mas que criou o projeto "Creches Por Todo o Pará" para reforçar o processo pedagógico na educação básica.", destacou.

Raça, idade e gênero - Assimetrias significativas também chamam a atenção no recorte por cor ou raça. Entre a população branca, a taxa na faixa etária de 15 anos ou mais é de 3,3% e salta para 9,5% considerando 60 anos ou mais. Já entre pretos e pardos, 8,2% das pessoas com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever, índice que sobe para 27,2% entre idosos.

A nova taxa de 5,6% reflete a queda em todas as faixas etárias. No entanto, entre os idosos, a proporção de analfabetos é mais significativa. Na população com 60 anos ou mais, 16% não sabiam ler e escrever em 2022. "Esses resultados indicam que as gerações mais novas estão tendo maior acesso à educação e sendo alfabetizadas ainda enquanto crianças", revela o levantamento.

Quando se inclui a variável gênero, observa-se que o analfabetismo entre os idosos atinge mais mulheres do que homens. No entanto, considerando a população com 15 anos ou mais, o cenário se inverte: não sabem ler e escrever 5,9% dos homens e 5,4% das mulheres.

Acesso à educação - A Pnad Contínua também reúne números que traçam um panorama relacionado com as assimetrias no acesso à educação. No Brasil, a proporção de pessoas de 25 anos ou mais que concluíram o ensino médio manteve trajetória de crescimento e alcançou 53,2% no ano passado. O percentual da população com ensino superior completo saltou de 17,5% em 2019 para 19,2% em 2022. No entanto, nota-se novamente realidades distintas no recorte por cor ou raça: enquanto 60,7% dos brancos com pelo menos 25 anos haviam finalizado o ensino médio, entre os pretos e pardos essa taxa foi de 47%.

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