Economia brasileira surpreende mercado e cresce 0,5% no segundo trimestre

Resultado supera projeções de analistas e mantém trajetória positiva da economia brasileira

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A economia brasileira voltou a apresentar desempenho superior ao projetado pelo mercado financeiro. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano. Em valores correntes, a economia brasileira movimentou aproximadamente R$ 3,4 trilhões entre abril e junho.

O resultado ficou acima da expectativa dos economistas consultados pela Reuters, que projetavam crescimento de 0,4% no trimestre. Na comparação com o mesmo período de 2025, o PIB avançou 2%, também superando a previsão de 1,8% feita pelos analistas ouvidos pela agência internacional. 

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O novo resultado mantém uma longa sequência de expansão da atividade econômica brasileira. O país chegou ao 21º trimestre consecutivo de crescimento, enquanto o PIB acumula alta de 1,9% nos quatro trimestres encerrados em junho.

Entre os setores, o maior destaque foi a agropecuária, que cresceu 2,8% na comparação com o primeiro trimestre. Os serviços avançaram 0,2%, enquanto a indústria apresentou crescimento de 0,1%. Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, aumentaram 1,2% no período

O desempenho chama atenção porque ocorre em um ambiente ainda marcado por juros elevados. A Selic permanece em 14% ao ano, patamar que encarece o crédito e tende a restringir o consumo e os investimentos. Mesmo diante dessas condições, a atividade econômica conseguiu avançar ligeiramente acima do que previa o mercado. 

Os números também revelam uma desaceleração em relação ao início do ano. No primeiro trimestre de 2026, o PIB havia crescido 1,1%. Entre abril e junho, o consumo das famílias recuou 0,4%, enquanto os gastos do governo avançaram 0,4%. A queda do consumo familiar foi a primeira registrada em três trimestres. 

Mesmo com a perda de velocidade, o resultado representa mais um indicador econômico favorável ao governo federal em pleno ano eleitoral. O crescimento acima das previsões do mercado ocorre em um cenário que também registra desemprego em níveis historicamente baixos e inflação em desaceleração. Esses dados ampliam o espaço para o governo Lula defender o desempenho da economia durante seu mandato.

A perspectiva para os próximos meses, contudo, continua sendo de crescimento mais moderado. Economistas avaliam que os juros elevados devem continuar pressionando a atividade econômica durante o segundo semestre. A Reuters informou ainda que o Ministério da Fazenda avalia revisar sua atual projeção de crescimento de 2,3% para o PIB de 2026, diante da desaceleração esperada. 

Apesar das ressalvas, o resultado divulgado pelo IBGE mostra que a economia brasileira continuou crescendo no segundo trimestre e novamente apresentou desempenho superior ao projetado por parte dos analistas. O dado passa a integrar o conjunto de indicadores econômicos que deverá ocupar espaço importante no debate político e eleitoral dos próximos meses.

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