O ministro Luiz Fux, do STF, votou na última quarta-feira (10) pela absolvição total de Jair Bolsonaro no julgamento da trama golpista, entendendo que não houve crime nas condutas atribuídas ao ex-presidente. A defesa afirmou que o voto acolheu integralmente sua tese e destacou o caráter técnico da decisão. Apesar disso, o placar parcial está em 2 a 1 pela condenação, já que Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram contra Bolsonaro. O julgamento continua nesta quinta (11), com os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
O advogado Celso Vilardi, que integra a defesa de Jair Bolsonaro na ação penal da chamada “trama golpista”, avaliou na última quarta-feira (10) que o voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu integralmente os argumentos apresentados pela defesa.
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Fux votou pela absolvição de Bolsonaro em todas as acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que pedia a condenação do ex-presidente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Segundo o ministro, as condutas atribuídas a Bolsonaro durante seu mandato não configuram crime, pois se limitaram a cogitações de medidas que não chegaram a se concretizar. Ele também aceitou a tese de cerceamento de defesa apresentada pelos advogados e defendeu a anulação do processo.
Apesar da posição de Fux, o julgamento ainda está em andamento e o placar parcial é de 2 votos a 1 pela condenação. Os ministros Alexandre de Moraes, relator da ação, e Flávio Dino já haviam se manifestado pela condenação.
O julgamento será retomado nesta quinta-feira (11), às 14h, com os votos da ministra Cármen Lúcia e do ministro Cristiano Zanin.
Fonte: Ag. Brasil
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