Deputado Keniston Braga contesta informações divulgadas por blogs após reportagem nacional

Assessoria jurídica afirma que parlamentar não é investigado e que associação ao caso do Banco Master é desinformação

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A repercussão de uma reportagem publicada na imprensa nacional envolvendo nomes de deputados federais do Pará passou a gerar controvérsia nas redes sociais e em blogs locais. O caso envolve a divulgação de uma planilha apreendida pela Polícia Federal durante uma operação realizada em Belém.

Segundo a assessoria jurídica do deputado federal Keniston Braga, interpretações divulgadas por alguns blogs estariam associando indevidamente o nome do parlamentar caso do Banco Master — algo que, de acordo com a defesa, não aparece na reportagem original publicada pela imprensa nacional.

O que diz a reportagem nacional

A informação inicial foi divulgada na coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. A reportagem relata que uma planilha contendo nomes de parlamentares foi apreendida pela Polícia Federal durante uma operação realizada em Belém.

O documento, segundo a coluna, apresentaria nomes de quatro deputados federais do Pará ao lado de valores anotados manualmente, variando entre aproximadamente R$ 100 mil e R$ 538 mil.

A reportagem do jornalista Lauro Jardim destaca que os parlamentares não constam no relatório da investigação ao qual a coluna teve acesso, não havendo indicação de que estejam sendo investigados formalmente no caso.

Entre os nomes mencionados no documento está o do deputado Keniston Braga.

Declaração do deputado

Procurado pela coluna de O Globo, o deputado afirmou ter sido surpreendido com a menção ao seu nome no documento apreendido.

Segundo a reportagem, o parlamentar declarou que desconhece os fatos mencionados e também não conhece as pessoas presas durante a operação, acrescentando que pretende buscar esclarecimentos junto às autoridades para entender como seu nome foi incluído no material apreendido.

Repercussão em blogs e redes sociais

Após a divulgação da reportagem nacional, começaram a circular conteúdos em blogs e redes sociais que passaram a associar o nome do deputado ao chamado “Caso do Banco Master”.

De acordo com a assessoria jurídica do parlamentar, essa associação não consta na reportagem publicada por O Globo, sendo considerada pela defesa uma interpretação indevida do conteúdo divulgado pela imprensa nacional.

Segundo a equipe jurídica, alguns conteúdos também estariam utilizando imagens manipuladas ou produzidas por inteligência artificial para ilustrar publicações que vinculam o deputado ao caso.

Assessoria jurídica aponta possível desinformação para fins eleitorais

Em contato com o Jornal Pará, a assessoria jurídica do deputado informou que acompanha a circulação dessas publicações e considera que parte delas pode configurar disseminação de desinformação para fins eleitorais.

A advogada Jhadi Lucas informou que, ao que parece, a estratégia utilizada por alguns blogs seria criar uma narrativa eleitoral tentando vincular indevidamente o nome do deputado federal Keniston Braga ao chamado caso Master.

Segundo a advogada, a intenção seria permitir que opositores do parlamentar passem posteriormente a compartilhar esses materiais, formando o que classificou como uma complexa rede de desinformação para fins eleitorais.

De acordo com a advogada responsável pelo acompanhamento do caso, a vinculação do nome do parlamentar ao caso do Banco Master é completamente indevida e não encontra respaldo na reportagem que originou a repercussão do tema.

Monitoramento e providências

A defesa do deputado informou que está realizando o monitoramento permanente das publicações que tratam do caso, reunindo materiais divulgados em blogs e redes sociais.

Segundo a assessoria jurídica, medidas jurídicas já estão sendo adotadas diante da circulação de conteúdos considerados desinformativos. A equipe também realiza o levantamento das publicações e de seus responsáveis.

De acordo com a defesa, as providências têm como objetivo preservar a reputação do parlamentar e responsabilizar autores de conteúdos que estejam propagando informações falsas ou distorcidas.


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