O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) deflagrou a Operação Hades na última terça-feira (5), para apurar suspeitas de corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro na Prefeitura de Ananindeua. A ação resultou na apreensão de bens de luxo, incluindo 16 relógios avaliados em mais de R$ 2 milhões, uma fazenda em Tomé-Açu avaliada em R$ 16 milhões, além de veículos e um apartamento em Fortaleza (CE).
A operação levou ao afastamento cautelar do prefeito, que está entre os 16 investigados. A Justiça apontou tentativa de coação de testemunhas e uso do cargo para interferir nas investigações. As diligências ocorreram na Grande Belém, interior e fora do estado. As investigações continuam com análise de provas e depoimentos dos envolvidos.
O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) deflagrou na última terça-feira, 5 de agosto, a Operação Hades, que apura supostas irregularidades na administração municipal de Ananindeua. A investigação envolve denúncias de fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.
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Coordenada pelo Centro Integrado de Investigação (CII/MPPA), com apoio do Grupo de Inteligência e Segurança Institucional (GSI), a operação foi autorizada pela Procuradoria-Geral de Justiça e teve mandados expedidos pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). As diligências ocorreram simultaneamente em cidades da Região Metropolitana de Belém, no interior e até fora do estado.
Durante a ação, foram apreendidos documentos, celulares, eletrônicos e bens de alto valor, incluindo 16 relógios de luxo avaliados em mais de R$ 2 milhões.
Um dos principais alvos da operação foi o prefeito de Ananindeua, que está entre os 16 investigados. A Justiça determinou o afastamento cautelar do gestor com base em indícios de coação de testemunhas e uso da estrutura pública para tentar interferir na investigação.
Segundo o MPPA, empresas contratadas pela prefeitura teriam adquirido bens em nome de terceiros ligados ao gestor municipal. A lista inclui uma fazenda em Tomé-Açu, avaliada em cerca de R$ 16 milhões, além de veículos de luxo e um apartamento em Fortaleza (CE).
Foto: divulgação
De acordo com o promotor Arnaldo Azevedo, coordenador do CII, os elementos reunidos até o momento indicam possível enriquecimento ilícito e vínculos entre empresas privadas e agentes públicos, caracterizando suspeita de improbidade administrativa.
Foto: divulgação
A apuração segue em andamento, com análise de provas documentais e oitivas dos envolvidos. O Ministério Público poderá apresentar denúncia formal ao Judiciário após a conclusão do relatório.
“Se os esclarecimentos demonstrarem a inocência de qualquer investigado, essa será a posição adotada pelo Ministério Público”, afirmou o promotor.
Fonte: MPPA
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