O Estádio Olímpico do Pará, conhecido como Mangueirão, completa 47 anos de história, consolidando-se como um dos principais palcos esportivos e culturais do Brasil. Desde sua inauguração em 4 de março de 1978, passou por diversas reformas, incluindo a modernização entre 2021 e 2023, que o adequou aos padrões internacionais da FIFA. Além de sediar jogos da Seleção Brasileira e o clássico Re-Pa, o estádio também recebeu grandes eventos musicais e culturais, tornando-se um ícone para o Pará.
Com uma estrutura renovada, o Mangueirão oferece mais acessibilidade, segurança e tecnologia sustentável, como reaproveitamento de água da chuva e energia solar. Em 2025, será palco de eventos da COP 30, reforçando seu papel como um espaço multifuncional de relevância global. Seja no futebol, no atletismo ou nos grandes espetáculos, o estádio segue evoluindo, mantendo viva sua tradição e importância para o povo paraense.
Na última terça-feira, 4 de março, o Estádio Olímpico do Pará – Jornalista Edgar Proença, carinhosamente conhecido como Mangueirão, comemora 47 anos de história e paixão pelo esporte. Projetado pelo arquiteto paraense Alcyr Meira em 1969, o estádio foi inaugurado oficialmente em 4 de março de 1978, tornando-se um símbolo do futebol e de grandes eventos culturais em Belém.
De "Bandola" a Referência Nacional
Originalmente apelidado de "Bandola" por conta da sua arquibancada incompleta, o Mangueirão passou por diversas transformações até se consolidar como uma das mais modernas arenas multiuso do Brasil. Entre 2021 e 2023, o Governo do Pará promoveu uma reforma significativa, elevando o estádio aos padrões internacionais exigidos pela FIFA. Hoje, além do futebol, o espaço é palco de eventos culturais, shows e competições esportivas nacionais e internacionais.
O secretário de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Cássio Andrade, destacou a importância do estádio para a população. “O Mangueirão é um patrimônio do Pará e um dos maiores estádios do Brasil. São 47 anos de história e emoção para os torcedores e para quem acompanha o crescimento do esporte no estado.”
O Primeiro Gol e a História do Estádio
Na inauguração oficial, em 1978, uma seleção formada por jogadores de Remo, Tuna Luso e Paysandu enfrentou a Seleção do Uruguai, vencendo por 4 a 0. O primeiro gol do Mangueirão foi marcado por Raimundo Mesquita, então jogador do Clube do Remo. Hoje, Mesquita é engenheiro agrônomo e responsável pelo gramado do estádio. “Marcar o primeiro gol do Mangueirão foi inesquecível. Agora, cuidar do gramado desse lugar tão especial é uma alegria imensa”, comentou.
Modernização e Inovação
A modernização recente trouxe mudanças significativas ao estádio:
Novas rampas de acesso e saídas de emergência que permitem evacuação em menos de 10 minutos;
Estacionamento ampliado para 9 mil veículos;
Melhorias nos banheiros, praças de alimentação e camarotes;
Novo sistema de som e iluminação;
Tecnologia sustentável com placas solares e reaproveitamento de água da chuva;
Pista de atletismo reformada e novo gramado “Bermuda Celebration”, utilizado nos maiores estádios do mundo.
Além disso, o estádio agora conta com salas sensoriais para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e uma infraestrutura reforçada para segurança e atendimento ao público.
O Mangueirão e a Seleção Brasileira
A Seleção Brasileira já jogou diversas vezes em Belém, proporcionando momentos históricos para o público paraense:
1990: Brasil 0 x 0 Chile (amistoso);
1997: Brasil 2 x 0 Marrocos (amistoso);
2005: Brasil 3 x 0 Venezuela (Eliminatórias da Copa do Mundo);
2011: Brasil 2 x 0 Argentina (Superclássico das Américas);
2023: Brasil 5 x 1 Bolívia (Eliminatórias da Copa do Mundo).
Em novembro de 2024, a Seleção voltou a treinar no Mangueirão antes de um jogo das Eliminatórias.
Os Maiores Públicos da História
O Mangueirão também é palco de públicos recordes. Os cinco maiores são:
Paysandu 0 x 1 Remo – 65 mil pessoas (1999);
Paysandu 1 x 1 Remo – 64.010 torcedores (1979);
Paysandu 2 x 0 Fluminense – 60 mil torcedores (1998);
Paysandu 2 x 4 Boca Juniors – 57.930 torcedores (2003);
Remo 1 x 2 Paraná Clube – 56 mil espectadores (2000).
Cultura e Grandes Shows
O Mangueirão também é palco de grandes eventos culturais. Shows históricos já aconteceram na arena, como os de Roberto Carlos, Xuxa e Menudo. Recentemente, a modernização do estádio permitiu a instalação de uma malha sintética para preservar o gramado em eventos de grande porte.
Entre os destaques mais recentes:
Thiaguinho – Turnê Tardezinha (2023);
Joelma – Gravação do DVD Isso é Calypso (2023);
Gusttavo Lima – Buteco do Gusttavo Lima;
Roberto Carlos – Retorno ao Mangueirão em 2024.
Rumo à COP 30
Belém sediará a COP 30 em 2025, e o Mangueirão será palco de eventos relacionados ao evento, incluindo o show do DJ Alok em novembro e o festival "Amazônia Para Sempre", com Ivete Sangalo.
Um Estádio para a História
Ao completar 47 anos, o Mangueirão reafirma sua importância para o Pará e para o Brasil. Seja no futebol, no atletismo ou nos grandes espetáculos, a arena segue firme como um dos principais espaços esportivos e culturais do país.
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