01/11/2023 às 08h28min - Atualizada em 01/11/2023 às 08h28min

Justiça condena ex-sargento do Exército a mais de 15 anos de prisão por morte de ex-namorada

O ex-militar, identificado como Edisandro Jesus da Costa, também foi condenado a 3 meses de detenção por tentativa de homicídio de uma amiga da vítima que estava com Édrica no dia do crime.

Da redação

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Reprodução/Tv Liberal
A Justiça do Pará condenou na noite desta terça-feira (31) a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão um ex-sargento do Exército acusado de matar a jovem Édrica Moreira, em novembro de 2021, no Conjunto Sideral, em Belém.

O ex-militar, identificado como Edisandro Jesus da Costa, também foi condenado a 3 meses de detenção por tentativa de homicídio de uma amiga da vítima que estava com Édrica no dia do crime.

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Foram ouvidas seis testemunhas arroladas pelo Ministério Público do Pará; e outras cinco de defesa. O julgamento ocorreu na 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca da Capital.

De acordo com a família da vítima, Édrica e Edisandro tiveram um relacionamento de quatro meses e ele apresentava comportamento extremamente agressivo, chegando a ameaçar a família inteira de morte.

A amiga de Édrica, atingida por uma bala no dia do crime, disse que Edisandro chegou a oferecer R$ 500 a ela para convencer Édrica a voltar com ele. O término do relacionamento ocorreu no dia 28 de outubro de 2021 e o crime foi no dia 11 de novembro.

Ela afirma que havia um coautor, ao descrever a cena do crime, informando que havia uma outra pessoa dirigindo o carro usado para forjar o assalto. A pessoa estava com capuz e saiu da parte de trás do veículo, anunciando o assalto. Édrica ainda chegou a entregar o celular da amiga, mas o homem não levou o aparelho e atirou na amiga. Em seguida, ele disparou quatro vezes em direção à vítima.

Edisandro já confessou que alugou o carro apontado como o transporte utilizado no crime.

Relembre o caso - Édrica Moreira, de 19 anos, morreu no dia 15 de novembro após ser baleada no Conjunto Sideral, em Belém.

Édrica e uma amiga tinham saído para lanchar na noite do dia 11 de novembro e ao voltarem, foram atingidas por tiros disparados por um homem que saiu de um carro anunciando um assalto. Édrica levou três tiros e amiga, um. As duas jovens foram levadas ao hospital, a amiga recebeu alta, e Édrica morreu três dias depois.

Na época, a família da vítima apontou como principal suspeito o ex-namorado da vítima, até então, 3º sargento do Exército. De acordo com as informações da família, o militar e Édrica teriam tido um relacionamento e ele não aceitava a separação, o que fez com que a vítima pedisse medida protetiva contra ele. A família informou que Édrica já havia sofrido violência física por parte do militar.

Com o andamento das investigações, a Polícia apreendeu o carro usado no crime na cidade de Abaetetuba, no nordeste do Pará. Nele, encontraram uma arma. No mesmo dia, o suspeito se apresentou ao 2º Batalhão de Infantaria e Selva em Belém, acompanhado da mulher e do advogado. O acusado ficou detido em uma unidade prisional do Exército.

Com informações do g1

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