Primeira mulher trans assume presidência da comissão dos direitos da mulher na câmara

Deputada Erika Hilton foi eleita para comandar o colegiado em 2026 e afirma que prioridade será o enfrentamento à violência contra mulheres no país

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Primeira mulher trans assume presidência da comissão dos direitos da mulher na câmara
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados elegeu, nesta quarta-feira (11), a deputada Erika Hilton (Psol-SP) para presidir o colegiado ao longo de 2026. A parlamentar recebeu 11 votos favoráveis, enquanto 10 deputados optaram por votar em branco durante a reunião de instalação da comissão.

Com a eleição, Erika Hilton se torna a primeira mulher trans a presidir a Comissão dos Direitos da Mulher no Congresso Nacional, fato considerado histórico por apoiadores e que também gerou debate entre parlamentares da oposição.

Durante discurso após a votação, a deputada afirmou que pretende conduzir os trabalhos com diálogo e foco na ampliação das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

Segundo Hilton, entre as prioridades da comissão estarão o combate à violência contra mulheres, a fiscalização de políticas públicas destinadas à proteção feminina e o enfrentamento à violência política de gênero.

A parlamentar também destacou a importância de fortalecer iniciativas de acolhimento e proteção às vítimas de violência, como programas de assistência e políticas de apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Debate político

A eleição ocorreu em meio a manifestações divergentes entre parlamentares. Parte da oposição registrou votos em branco como forma de protesto contra a candidatura, enquanto aliados da deputada defenderam que a comissão deve ser um espaço plural de debate e de defesa dos direitos das mulheres.

Criada para discutir e acompanhar políticas públicas voltadas à igualdade de gênero e à proteção das mulheres, a comissão tem entre suas atribuições analisar projetos de lei, realizar audiências públicas e fiscalizar ações do poder público na área.

Para 2026, a expectativa é que o colegiado amplie discussões sobre temas como violência doméstica, igualdade de oportunidades e fortalecimento de redes de proteção às mulheres em todo o país.

 

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