O IPCA caiu -0,11% em agosto, menor índice desde 2022. A queda foi puxada principalmente pela conta de luz (-4,21%), alimentos (-0,46%) e transportes (-0,27%). No acumulado de 12 meses, a inflação está em 5,13%, ainda acima da meta de 4,5%.
A inflação oficial do país apresentou resultado negativo em agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em -0,11%, configurando deflação — quando os preços recuam em média.
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Esse foi o menor índice desde setembro de 2022, quando o IPCA registrou -0,29%. Em julho deste ano, o indicador havia ficado em 0,26%. No acumulado de 12 meses, a inflação está em 5,13%, ligeiramente abaixo dos 5,23% registrados até julho, mas ainda acima da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, que é de até 4,5%.
Energia elétrica e alimentos puxam a queda
O grupo Habitação apresentou recuo de 0,90%, influenciado pela redução de 4,21% nas contas de luz, impactadas pelo chamado Bônus de Itaipu, que beneficiou mais de 80 milhões de consumidores. Esse desconto compensou os efeitos da bandeira tarifária vermelha 2, mas deve ser devolvido em setembro, segundo o IBGE.
Já o grupo Alimentação e bebidas caiu pelo terceiro mês seguido (-0,46%), acumulando baixa de -0,91% no período. Entre os produtos que mais recuaram estão tomate (-13,39%), manga (-18,40%), batata-inglesa (-8,59%), cebola (-8,69%) e arroz (-2,61%).
O grupo Transportes também registrou deflação de -0,27%, puxada pela redução no preço da gasolina (-0,94%) e das passagens aéreas (-2,44%).
Outros setores
Apesar das quedas, alguns grupos apresentaram alta de preços:
Educação: +0,75%, maior aumento para agosto desde 2016.
Saúde e cuidados pessoais: +0,54%.
Vestuário: +0,72%.
Despesas pessoais: +0,40%.
No total, 57% dos 377 subitens pesquisados tiveram aumento de preços em agosto, contra 50% em julho.
Contexto da pesquisa
O IPCA mede a variação do custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. A coleta de preços ocorre em 16 capitais e regiões metropolitanas, incluindo Belém, que também compõe a amostra nacional.
Fonte: Ag. Brasil
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