Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de -0,11%, puxada pela queda nos preços de alimentos e combustíveis. Entre os itens que mais recuaram estão tomate (-13,39%), batata (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café (-2,17%). O preço do arroz de 5 kg, que custava cerca de R$ 30 em 2024, hoje varia entre R$ 15 e R$ 18.
A produção agrícola em alta e investimentos do Plano Safra contribuíram para esse cenário. O acumulado da inflação em 2025 está em 3,15%, e em 12 meses, em 5,13%, abaixo do período anterior.
O orçamento das famílias brasileiras apresentou alívio em agosto, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês em -0,11%, resultado influenciado principalmente pela redução nos preços de alimentos e combustíveis.
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Entre os itens que mais caíram nas prateleiras dos supermercados estão o tomate (-13,39%), a batata-inglesa (-8,59%), a cebola (-8,69%), o arroz (-2,61%) e o café moído (-2,17%). No setor de combustíveis, houve retração de 0,94% na gasolina, 0,82% no etanol e 1,27% no gás veicular.
Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou o impacto da queda do arroz no orçamento dos consumidores. Segundo ele, o preço do saco de cinco quilos, que em 2024 custava em torno de R$ 27 a R$ 30, hoje pode ser encontrado entre R$ 15 e R$ 18.
O ministro também relacionou a redução de preços ao desempenho da produção agrícola nacional. O Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025 registrou novo recorde, o terceiro consecutivo. Teixeira ressaltou que, além da produção em larga escala, o Plano Safra prevê cerca de R$ 500 bilhões em investimentos, sendo R$ 78 bilhões destinados à agricultura familiar, com juros subsidiados.
O resultado negativo da inflação em agosto é o primeiro desde 2024 e o mais expressivo desde setembro de 2022. No acumulado de 2025, o IPCA está em 3,15%. Nos últimos 12 meses, a taxa atingiu 5,13%, abaixo dos 5,23% do período anterior.
A expectativa do governo é de que a tendência de queda nos preços dos alimentos se mantenha nos próximos meses, trazendo mais estabilidade ao custo de vida da população.
Fonte: Ag. Brasil
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