O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Congresso Nacional avalie a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O parlamentar está nos Estados Unidos desde março e tem atuado junto ao governo norte-americano em busca de sanções contra o Brasil.
Lula classificou a conduta como “traição à pátria” e disse que o caso deve ser enfrentado politicamente. Recentemente, a Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e Eduardo pelos crimes de coação no processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, apontando articulação com Donald Trump para pressionar contra decisões do governo brasileiro e do Supremo.
As ações resultaram em sobretaxas comerciais impostas pelos EUA, que chegaram a 40% em agosto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira (26) que o Congresso Nacional deve avaliar a cassação do mandato do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em março, o parlamentar pediu licença de 122 dias e passou a viver nos Estados Unidos, alegando perseguição política. Desde então, tem atuado junto a autoridades norte-americanas em busca de sanções contra o Brasil.
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Segundo Lula, essa postura configura “uma das maiores traições que uma pátria pode sofrer de seus próprios filhos”. O presidente afirmou ainda que a atuação do deputado, que segue custeado por recursos públicos, “insufla outro Estado contra o Brasil” e que o caso deve ser tratado no campo da política.
Na semana passada, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e Eduardo pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A investigação apontou que Eduardo atuou diretamente junto ao governo Donald Trump para pressionar contra decisões do Supremo Tribunal Federal e do governo brasileiro.
As medidas de retaliação impostas pelos Estados Unidos incluíram sobretaxas comerciais. No início de abril, Trump fixou tarifas de 10% ao Brasil. Já em 6 de agosto, o governo norte-americano elevou a taxa para 40%, em resposta a decisões consideradas prejudiciais às big techs e após o julgamento de Jair Bolsonaro, acusado de tentar um golpe de Estado em 2022.
Fonte: Ag. Brasil
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