EUA revogam visto de secretário ligado ao Mais Médicos e geram debate sobre o programa

Mozart Sales e outros ex-integrantes da Opas tiveram vistos cancelados; medida reacende discussão sobre impactos do Mais Médicos no Brasil

Por
2 Min

EUA revogam visto de secretário ligado ao Mais Médicos e geram debate sobre o programa
Ag. Brasil
RESUMO Sem tempo? Leia o resumo gerado por nossa IA
Clique aqui para Ler o Resumo

Os Estados Unidos revogaram o visto do secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, e de outros ex-integrantes da Opas, acusando-os de envolvimento no Mais Médicos e de cumplicidade com suposto “trabalho forçado” de médicos cubanos. Em resposta, Mozart destacou que o programa levou atendimento básico a milhões de brasileiros, recebeu 87% de aprovação em 2013 e apresentou melhorias comprovadas na saúde pública. A medida também atingiu Alberto Kleiman, atual coordenador da COP30. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, manifestou apoio aos dois e defendeu a continuidade do programa.

O governo dos Estados Unidos revogou o visto do secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, e de outros ex-integrantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), alegando que eles atuaram na implementação do programa Mais Médicos. A decisão foi divulgada pelo Departamento de Estado norte-americano, que afirmou que os envolvidos seriam cúmplices de suposto “trabalho forçado” do governo cubano.

Leia também: Lei Maria da Penha completa 19 anos: violência doméstica ainda cresce no Brasil

Em resposta, Mozart Sales destacou nas redes sociais que o programa garantiu atendimento básico a milhões de brasileiros, inclusive em regiões remotas, e que estudos científicos comprovam avanços na saúde da população. Ele lembrou que, no início do projeto, o Brasil contou com a cooperação internacional para contratar médicos de diversas nacionalidades, incluindo cubanos, que já atuavam em mais de 50 países.

O secretário citou ainda pesquisa do Datafolha de 2013, que indicou 87% de aprovação do programa, e afirmou que a sanção dos EUA não muda sua convicção de que o Mais Médicos é uma política essencial para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida também afetou Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e atual coordenador-geral para a COP30. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, manifestou apoio aos dois, defendendo que o programa continuará apesar das sanções.

Fonte: Ag. Brasil

ACOMPANHE O JORNAL PARÁ

Quer ficar bem-informado sobre os principais acontecimentos do Pará e do Brasil? Siga o Jornal Pará nas redes sociais.

O JP está no Instagram, YouTube, Twitter e Facebook.


Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://jornalpara.com.br/.