Morre aos 66 anos o sambista e compositor Arlindo Cruz

Artista, autor de mais de 700 músicas, marcou a história do samba e lutava contra sequelas de um AVC desde 2017

Por
3 Min

Morre aos 66 anos o sambista e compositor Arlindo Cruz
Ag. Brasil
RESUMO Sem tempo? Leia o resumo gerado por nossa IA
Clique aqui para Ler o Resumo

O sambista e compositor Arlindo Cruz morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, após complicações de saúde decorrentes de um AVC sofrido em 2017. Nascido em Madureira, no Rio de Janeiro, ele construiu uma carreira marcada por mais de 700 composições, sucessos como O Show Tem que Continuar e participação no grupo Fundo de Quintal. Defensor da cultura popular e contra a intolerância religiosa, Arlindo foi homenageado em 2023 pelo Império Serrano. Ele deixa esposa e dois filhos, além de um legado reconhecido no samba e na música brasileira.

O Brasil perdeu nesta sexta-feira (8) um dos nomes mais representativos de sua música popular: Arlindo Cruz, multi-instrumentista, compositor e ícone do samba, faleceu aos 66 anos. O artista estava com a saúde fragilizada desde 2017, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Leia também: Amamentar é proteger o futuro: leite materno ajuda a salvar vidas e preservar o meio ambiente

A notícia foi confirmada pela família em comunicado nas redes sociais, que também agradeceu pelas manifestações de apoio e carinho recebidas nos últimos anos. Segundo a nota, Arlindo deixa um “legado imenso para a cultura brasileira” e continuará inspirando novas gerações. Ele era casado com Bárbara e pai de Arlindinho e Flora.

Trajetória no samba

Nascido em 14 de setembro de 1958, no bairro de Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro, Arlindo Domingos da Cruz Filho cresceu em um ambiente musical. Incentivado pelos pais, que também tocavam instrumentos, começou a tocar cavaquinho aos 7 anos e, ainda jovem, já se apresentava ao lado de artistas como Candeia.

Após um período na Escola Preparatória de Cadetes do Ar, voltou-se definitivamente para a música e passou a frequentar as rodas de samba do Cacique de Ramos, onde fez parceria com nomes como Jorge Aragão, Beth Carvalho e Zeca Pagodinho. Foi nesse ambiente que integrou o grupo Fundo de Quintal, permanecendo por 12 anos até iniciar carreira solo em 1993.

Com mais de 700 composições, Arlindo ficou conhecido por letras que retratavam o amor, a fé e a vida cotidiana. Entre seus maiores sucessos estão O Show Tem que Continuar, Meu Lugar e Bagaço de Laranja. Ele também foi presença marcante no carnaval carioca e nas quadras de escolas de samba, especialmente o Império Serrano, que o homenageou no desfile de 2023.

Defesa da cultura popular

Torcedor do Flamengo e adepto do candomblé, Arlindo Cruz se posicionava contra a intolerância religiosa e defendia a valorização das tradições populares. Sua atuação ultrapassava a música, refletindo também na preservação da identidade cultural brasileira.

Diversas personalidades da música e da cultura lamentaram a perda, destacando sua contribuição para o samba e para a música nacional.

ACOMPANHE O JORNAL PARÁ

Quer ficar bem-informado sobre os principais acontecimentos do Pará e do Brasil? Siga o Jornal Pará nas redes sociais.

O JP está no Instagram, YouTube, Twitter e Facebook.


Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://jornalpara.com.br/.