Polícia Civil desmantela esquema de fraude em concurso público no Pará

Prisão em flagrante: 13 pessoas são detidas por tentativa de fraude durante certame estadual em Belém e Castanhal

17/03/2025 15h12 - Atualizado há 2 semanas

Polícia Civil desmantela esquema de fraude em concurso público no Pará
Ag. Pará
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A Polícia Civil do Pará desmantelou um esquema de fraude em um concurso público estadual, resultando na prisão de 13 pessoas neste domingo (16). A operação “Gabarito Final” ocorreu em locais de prova em Belém, nos bairros do Marco, Umarizal e Val de Cans, além de Castanhal. Os suspeitos utilizavam miniaparelhos celulares e smartwatches escondidos estrategicamente para receber respostas das provas. O esquema criminoso contava com professores especializados, que acessavam as provas e repassavam o gabarito aos candidatos envolvidos. O grupo já havia tentado fraudar outros certames e operava a partir de Abaetetuba, expandindo suas atividades para diversas cidades do estado.

Para flagrar os fraudadores, policiais civis se infiltraram como fiscais e monitoraram os locais de prova. No momento da abordagem, diversos celulares de tamanho reduzido foram apreendidos, além de outros dispositivos usados para a comunicação ilegal. A investigação revelou que os criminosos cobravam até R$ 10 mil de cada candidato pelo acesso ao gabarito. Os detidos foram encaminhados à Divisão de Investigação e Operações Especiais (DIOE) e autuados por tentativa de fraude e associação criminosa. A Polícia Civil reforçou que continuará com operações semelhantes para combater esse tipo de crime em concursos públicos no Pará.

 

Uma operação sigilosa da Polícia Civil do Pará resultou na prisão de 13 pessoas flagradas tentando fraudar um concurso público estadual, neste domingo (16). A ação, batizada de "Gabarito Final", ocorreu em locais de prova na capital, Belém, nos bairros do Marco, Umarizal e Val de Cans, e também no município de Castanhal, no nordeste do estado.

Foto: divulgação

Os suspeitos utilizavam tecnologia sofisticada para burlar a segurança do concurso, escondendo miniaparelhos celulares e smartwatches estrategicamente nas roupas, calçados e até em partes íntimas. Segundo o delegado-geral Walter Resende, o esquema contava com professores especializados, que se inscreviam nas provas para acessar o gabarito e repassá-lo a candidatos envolvidos no crime. O grupo já havia tentado fraudar outros certames no estado e possuía um núcleo operacional em Abaetetuba, com atuação em diversas cidades do Pará.

Foto: divulgação

Como a Polícia flagrou os fraudadores?

Para desarticular a quadrilha, policiais civis se infiltraram como fiscais nos locais de prova. A estratégia permitiu que os agentes monitorassem os movimentos suspeitos e abordassem os envolvidos sem alarde, principalmente no momento em que tentavam acessar as respostas nos banheiros. Durante a operação, vários aparelhos celulares idênticos, conhecidos pelo tamanho reduzido e de difícil detecção, foram apreendidos, além de celulares pessoais e smartwatches utilizados na fraude.

Foto: divulgação

Esquema lucrativo

A investigação revelou que os criminosos cobravam até R$ 10 mil de cada candidato pelo gabarito da prova. "A inteligência da Polícia Civil monitorou a quadrilha e montou a operação de forma cirúrgica para impedir que esse tipo de crime prejudicasse os candidatos honestos", explicou o superintendente regional Mhoab Khayan.

Foto: divulgação

Prisões e desdobramentos

Os detidos foram levados para a Divisão de Investigação e Operações Especiais (DIOE), onde foram autuados em flagrante por tentativa de fraude e associação criminosa. A ação foi coordenada por equipes da Superintendência Regional do Baixo Tocantins, do Núcleo de Apoio à Investigação de Abaetetuba, da Delegacia de Homicídios de Abaetetuba e da Diretoria de Polícia Especializada (DPE).

A Polícia Civil segue investigando se há outros envolvidos no esquema e reforça que operações semelhantes serão intensificadas para coibir fraudes em concursos públicos no Pará.

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