Policiais são apontados em investigação sobre morte de vereador em Duque de Caxias
Ministério Público do Rio relaciona crime à atuação de milícia e disputa por poder político na Baixada
Ag. Brasil
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu seis mandados de prisão e sete de busca contra acusados da morte do vereador Danilo do Mercado e de seu filho, em Duque de Caxias. O crime, ocorrido em 2021, estaria ligado à atuação de milícia e à disputa por poder político e econômico na Baixada Fluminense.
Entre os investigados estão três policiais militares, incluindo um já denunciado em outro homicídio. As apurações apontam ligação dos suspeitos com o contraventor Adilsinho, patrono do Salgueiro e foragido da Justiça, acusado de envolvimento em outros assassinatos no estado.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), em ação conjunta com a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e a Polícia Civil, deflagrou na última quinta-feira (11) uma operação que resultou no cumprimento de seis mandados de prisão e sete de busca e apreensão contra acusados de envolvimento na morte do vereador de Duque de Caxias, Danilo Francisco da Silva, conhecido como Danilo do Mercado, e de seu filho, Gabriel Gomes da Silva.
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Segundo a denúncia, os assassinatos, ocorridos em março de 2021, estão ligados à disputa por influência política e econômica na Baixada Fluminense, além de atividades ilícitas e conflitos de terras na região.
Policiais entre os investigados
Três policiais militares estão entre os alvos, incluindo Leandro Machado da Silva, já denunciado por participação no homicídio do advogado Rodrigo Crespo, em fevereiro de 2024. Os mandados, expedidos pela 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, foram cumpridos nos municípios de Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Iguaçu e Magé.
O MPRJ afirma que o vereador e seu filho foram atraídos a um restaurante no bairro Jardim Primavera sob o pretexto de negociar a venda de uma carreta. No local, foram surpreendidos por policiais militares e comparsas, que efetuaram disparos contra as vítimas.
Conexão com milícia e contraventor
As investigações apontam que os acusados integram uma milícia associada ao contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro e foragido da Justiça. Ele é investigado também como possível mandante de outros homicídios no estado, ligados a disputas com grupos rivais.
Apesar de ligado ao Salgueiro, Adilsinho não tem comparecido a eventos públicos da escola de samba e está desaparecido desde antes do carnaval de 2025.
Fonte: Ag. Brasil
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