PF investiga esquema de R$ 23 bilhões no setor de combustíveis
Operações Quasar e Tank miram lavagem de dinheiro, fraudes e adulteração de combustíveis em vários estados
Ag. Brasil
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A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira (28) as operações Quasar e Tank contra grupos criminosos do setor de combustíveis. As investigações apontam movimentações ilícitas que ultrapassam R$ 23 bilhões, envolvendo lavagem de dinheiro, fraudes contábeis e adulteração de combustíveis.
Foram cumpridos mandados de prisão e de busca nos estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que já somam mais de R$ 1 bilhão, além da quebra de sigilos fiscal e bancário dos investigados.
A Polícia Federal (PF), em parceria com a Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira (28) duas operações simultâneas — Quasar e Tank — para desarticular grupos criminosos ligados ao setor de combustíveis. As investigações apontam movimentações ilícitas que ultrapassam R$ 23 bilhões, envolvendo lavagem de dinheiro, fraudes contábeis e adulteração de combustíveis.
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Segundo a PF, o esquema utilizava fundos de investimento e empresas de fachada para ocultar patrimônio de origem ilícita, dificultando a identificação dos verdadeiros beneficiários. Entre os métodos usados estavam transações simuladas de compra e venda de imóveis, títulos e ativos financeiros, sem finalidade econômica real.
Operação Quasar em São Paulo
Na capital paulista e nas cidades de Campinas e Ribeirão Preto, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores de pessoas físicas e jurídicas até o limite de R$ 1,2 bilhão, além do afastamento de sigilos bancário e fiscal.
Operação Tank no Paraná e outros estados
Já no Paraná, a Operação Tank investiga uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no estado. O grupo teria movimentado R$ 23 bilhões por meio de centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings e instituições de pagamento.
De acordo com as investigações, somente em depósitos fracionados foram identificados mais de R$ 594 milhões, utilizando “laranjas”, repasses sem lastro fiscal e fraudes contábeis. Além disso, foram constatadas práticas criminosas em postos de combustíveis, como adulteração de gasolina e a chamada “bomba baixa”, em que o consumidor recebe menos combustível do que o registrado na bomba.
Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Os bens bloqueados já somam mais de R$ 1 bilhão, atingindo 41 pessoas físicas e 255 jurídicas.
Fonte: Ag. Brasil
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