Bolsonaro nega participação em atos golpistas e pede absolvição no STF
Defesa afirma que não há provas que o vinculem aos eventos de 8 de janeiro
Ag. Brasil
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A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF sua absolvição no processo que apura suposta trama golpista, negando envolvimento em atos para reverter as eleições de 2022 ou nos eventos de 8 de janeiro. O documento, entregue ao ministro Alexandre de Moraes, critica a delação de Mauro Cid e afirma que não há provas contra o ex-presidente. Outros seis réus, incluindo ex-ministros e militares, também apresentarão alegações. O julgamento, que pode resultar em penas superiores a 30 anos, deve ocorrer em setembro na Primeira Turma do STF.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou, nesta quarta-feira (13), no Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de absolvição no processo que apura suposta participação em trama golpista. O documento foi entregue ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, no prazo final para apresentação das alegações finais.
No texto, os advogados sustentam que Bolsonaro não praticou atos para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e negam qualquer ligação com o plano “Punhal Verde e Amarelo” ou com os eventos de 8 de janeiro. A defesa também criticou a delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, classificando-a como “manipulada” e “imprestável”.
Além de Bolsonaro, outros seis réus devem apresentar suas manifestações, entre eles ex-ministros e ex-comandantes militares. Todos respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e deterioração de patrimônio tombado.
Com a fase de alegações concluída, cabe agora ao ministro Alexandre de Moraes liberar o caso para julgamento. A decisão final será tomada pela Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, e o julgamento deve ocorrer em setembro. Em caso de condenação, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Fonte: Ag. Brasil
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