Governo deve apresentar plano para reduzir impacto de tarifas dos EUA até terça-feira
Medida vai considerar grau de exportações por setor e priorizar empresas mais afetadas
Ag. Brasil
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O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin informou que o governo deve apresentar até terça-feira (12) um plano de contingência para apoiar setores prejudicados pelo aumento de 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros imposto pelos Estados Unidos. A medida vai priorizar empresas mais afetadas, considerando o grau de exportações de cada setor. Setores como pesca, calçados e couro estão entre os mais impactados. Alckmin também se reuniu com representantes da indústria e com o encarregado de negócios da embaixada americana, Gabriel Escobar, para tratar do assunto.
O governo federal deve divulgar até a próxima terça-feira (12) o plano de contingência destinado a minimizar os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante entrevista nesta quinta-feira (7).
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De acordo com o ministro, a medida vai utilizar um parâmetro para identificar a variação de exportações dentro de cada setor, possibilitando que o apoio seja direcionado às empresas mais prejudicadas. “Há setores que exportam menos de 10% da produção e outros que destinam mais da metade ao mercado americano. A ideia é diferenciar o tratamento de acordo com o grau de exposição”, explicou.
O pacote busca responder ao aumento de 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros, imposto pelo governo dos Estados Unidos. O setor pesqueiro, por exemplo, será avaliado de forma específica: enquanto a tilápia tem consumo majoritariamente interno, o atum é produzido, em sua maioria, para exportação.
Reuniões e negociações
Alckmin informou que o plano foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve definir os últimos detalhes antes do anúncio oficial. O vice-presidente também se reuniu, de forma reservada, com o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, classificando o encontro como “positivo”.
Antes disso, o ministro recebeu representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), destacando que tanto o setor calçadista quanto o de couro devem ser fortemente impactados pelas tarifas. No caso do couro, mais de 40% da produção é destinada à exportação.
Fonte: Ag. Brasil
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