Largada pífia: Flávio Bolsonaro estreia campanha com público reduzido em Copacabana

Ato no principal reduto bolsonarista teve baixa mobilização e ausências importantes.

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Copacabana, escolhida para funcionar como demonstração de força do bolsonarismo, acabou produzindo uma imagem bem diferente na estreia da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O ato deste domingo, 16 de agosto, teve público abaixo da expectativa para um lançamento realizado justamente em um dos locais mais simbólicos das mobilizações ligadas à família Bolsonaro.

Além da mobilização modesta, o evento ficou marcado pela ausência de importantes nomes da direita. Flávio Bolsonaro voltou a recorrer fortemente à imagem de Jair Bolsonaro durante o ato, evidenciando também o desafio de transformar a força política do pai em capacidade própria de mobilização nacional.

Um único evento não define uma eleição, mas lançamentos de campanha são planejados justamente para transmitir entusiasmo e força. Nesse aspecto, a largada de Flávio Bolsonaro foi fraca: em vez de uma Copacabana tomada por apoiadores, a candidatura começou tendo de conviver com questionamentos sobre o tamanho do público e a pouca empolgação demonstrada em seu primeiro grande teste eleitoral.

       

Flávio Bolsonaro escolheu a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para abrir oficialmente sua campanha à Presidência neste domingo, 16 de agosto. A escolha tinha forte peso simbólico. Nos últimos anos, o local se tornou um dos principais palcos das manifestações bolsonaristas e foi utilizado repetidamente para exibir capacidade de mobilização.

A expectativa, portanto, era de uma largada capaz de produzir imagens de força, entusiasmo e grande presença popular. O que se viu, porém, ficou distante disso.

O público foi reduzido quando comparado à dimensão política que a campanha pretendia dar ao evento e, principalmente, ao histórico de grandes mobilizações bolsonaristas realizadas no mesmo endereço. A concentração de apoiadores ocupou apenas uma parte do espaço e não produziu a imagem de uma candidatura presidencial começando com força.

Público abaixo da expectativa

O problema não está em afirmar que ninguém compareceu. Havia apoiadores presentes. A questão é outra: para um lançamento presidencial em Copacabana, justamente um dos territórios mais favoráveis ao bolsonarismo, a mobilização foi pequena.

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Se havia um lugar escolhido para demonstrar capacidade de reunir a base logo no primeiro dia de campanha, era aquele.

O resultado acabou produzindo efeito contrário. Em vez de uma multidão capaz de impulsionar politicamente a candidatura, o evento chamou atenção pelo público abaixo da expectativa e pelo ambiente pouco empolgante para uma estreia presidencial.

Aliados de Flávio Bolsonaro chegaram a minimizar o tamanho da concentração, tentando afastar comparações com grandes manifestações realizadas anteriormente no mesmo local. Mas essa necessidade de explicar o público já demonstra o desconforto provocado pela fotografia política daquele domingo.

Ausências importantes

A largada também ocorreu sem algumas das figuras de maior capacidade de mobilização dentro do próprio campo político de Flávio Bolsonaro.

Nomes importantes da direita não estavam no palanque de Copacabana, o que contribuiu para deixar o lançamento ainda mais esvaziado politicamente.

Flávio Bolsonaro também voltou a recorrer fortemente à figura de Jair Bolsonaro durante o evento, reproduzindo inclusive um áudio antigo do ex-presidente. A estratégia reforça a tentativa de transferir para sua candidatura o capital político construído pelo pai.

Esse talvez seja um dos maiores desafios de sua campanha: demonstrar que consegue mobilizar eleitores por força própria, e não apenas por carregar o sobrenome Bolsonaro.

Uma estreia fraca

Um evento isolado evidentemente não determina o resultado de uma eleição presidencial. Campanhas são longas, mudam de ritmo e podem crescer ou perder força ao longo do processo.

Mas uma largada possui uma função política muito clara. Ela serve para empolgar a militância, demonstrar organização, atrair atenção e apresentar ao eleitorado uma candidatura em movimento.

Foi justamente nesse ponto que a estreia de Flávio Bolsonaro deixou uma impressão ruim.

Começar a campanha presidencial em Copacabana e não conseguir transformar um dos principais redutos políticos de sua própria base em uma demonstração contundente de força é um sinal que merece atenção.

Flávio Bolsonaro ainda terá tempo para tentar ampliar sua candidatura e construir uma mobilização nacional. Mas o primeiro teste aconteceu em um terreno extremamente favorável.

E a fotografia produzida pela estreia foi de uma campanha que começou menor e bem menos empolgante do que pretendia parecer.

 

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