Breve orientação em consultas pode ajudar brasileiros a largar o cigarro

Estudo do Inca mostra que aconselhamento de até 3 minutos em atendimentos médicos pode reduzir em meio milhão o número de fumantes no país

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Ag. Brasil

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Um estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostra que se médicos e dentistas incluírem um aconselhamento breve de até 3 minutos em consultas, o Brasil pode ter 500 mil fumantes a menos. Isso geraria uma economia de R$ 1 bilhão em gastos com doenças causadas pelo cigarro.

Dados do IBGE revelam que quase 10 milhões de fumantes não recebem orientação sobre o vício durante atendimentos. O Inca e a OMS reforçam que a prática simples aumenta as chances de abandono do cigarro. O SUS já oferece tratamento gratuito em unidades básicas de saúde.

Um simples aconselhamento de até três minutos em consultas médicas ou odontológicas poderia reduzir em cerca de 500 mil o número de fumantes no Brasil, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O dado foi divulgado nesta sexta-feira (29), durante o Dia Nacional de Combate ao Fumo, como alerta para a necessidade de ampliar a abordagem contra o tabagismo nos serviços de saúde.

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Atualmente, o Brasil tem aproximadamente 20 milhões de consumidores de tabaco. A queda de 2,5% no total de fumantes, caso a medida fosse aplicada em todas as consultas, representaria uma economia de R$ 1 bilhão em gastos com doenças relacionadas ao cigarro.

Profissionais de saúde e a oportunidade perdida

De acordo com o pesquisador do Inca, André Szklo, muitos pacientes deixam de receber a orientação mínima para interromper o vício. A Pesquisa Nacional de Saúde, feita pelo IBGE em 2019, mostra que 30,9% dos fumantes atendidos por médicos ou dentistas não foram questionados sobre o hábito de fumar, enquanto outros 18,1% foram perguntados, mas não receberam nenhuma orientação. Somados, são quase 10 milhões de pessoas sem apoio adequado.

Estudos apontam que quem recebe aconselhamento tem maior chance de tentar parar de fumar em comparação a quem não recebe. Para Szklo, é um recurso de baixo custo e impacto imediato, já que o tabagismo ainda provoca 174 mil mortes anuais e gera despesas de R$ 153,5 bilhões em saúde no Brasil.

Recomendações e programas em andamento

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também recomenda o aconselhamento breve em atendimentos de rotina, mesmo que dure apenas 30 segundos. Evidências científicas confirmam que essa prática aumenta a taxa de abstinência e incentiva a busca por tratamentos especializados.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente acompanhamento multidisciplinar para quem deseja parar de fumar, disponível em unidades básicas de saúde. O Inca lançou ainda uma cartilha para agentes comunitários, estimulando a orientação em visitas domiciliares. Já o programa Agora Tem Especialistas, voltado para áreas como ginecologia, ortopedia e oftalmologia, também prevê que profissionais usem o contato com pacientes para reforçar a prevenção ao tabagismo.

Fonte: Ag. Brasil

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