Europa enfrenta avanço de doenças transmitidas por mosquitos

Estudo aponta aumento de surtos de chikungunya e vírus do Nilo Ocidental no continente

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Ag. Brasil

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A Europa registra aumento preocupante de doenças transmitidas por mosquitos, como chikungunya e vírus do Nilo Ocidental. Em 2025, foram identificados 27 surtos de chikungunya, o maior número já registrado no continente, além de novos casos do vírus do Nilo na Itália e Romênia.

Segundo o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), fatores climáticos como verões mais longos e temperaturas elevadas estão favorecendo a proliferação de mosquitos, tornando esses surtos mais frequentes e intensos.

A Europa vem registrando temporadas cada vez mais longas e intensas de transmissão de doenças causadas por mosquitos, principalmente relacionadas ao vírus do Nilo Ocidental e à chikungunya. O alerta foi feito pelo Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC).

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Segundo o órgão, fatores climáticos e ambientais — como aumento das temperaturas, verões prolongados, invernos mais amenos e mudanças nos padrões de chuvas — favorecem a proliferação dos insetos. “A Europa está entrando em uma nova fase, em que surtos mais longos e intensos estão se tornando o novo normal”, afirmou Pamela Rendi-Wagner, diretora do ECDC.

Números preocupantes

O mosquito transmissor da chikungunya, Aedes albopictus, já foi identificado em 16 países europeus, presente em 369 regiões. Há dez anos, eram apenas 114. Em 2025, o continente registrou 27 surtos da doença — o maior número já anotado. Pela primeira vez, um caso foi registrado na região da Alsácia, na França, demonstrando a expansão para áreas mais ao norte.

No mesmo ano, foram relatadas também infecções por vírus do Nilo Ocidental em novas áreas, como as províncias italianas de Latina e Frosinone e no condado de Sălaj, na Romênia. O ECDC alerta que o pico sazonal dessas infecções costuma ocorrer entre agosto e setembro.

Orientações de prevenção

O centro europeu reforçou que novas diretrizes estão sendo repassadas aos países, incluindo medidas práticas de vigilância, prevenção e controle para chikungunya, dengue e zika. As recomendações são adaptadas para realidades distintas, inclusive em nações que nunca haviam enfrentado doenças transmitidas por mosquitos.

Fonte: Ag. Brasil

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