Casos de covid-19 voltam a subir no Ceará e no Rio de Janeiro, alerta boletim da Fiocruz
Fundação aponta alta também em infecções respiratórias em crianças; vacinação segue como principal medida preventiva
Ag. Brasil
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Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta aumento dos casos de covid-19 no Ceará e no Rio de Janeiro, além de níveis elevados de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em crianças, principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Na Bahia, cresceram as internações de crianças e adolescentes por rinovírus. Entre idosos, há queda nos casos ligados ao Influenza, mas índices de SRAG seguem moderados a altos em várias regiões. A Fiocruz reforça a importância da vacinação contra covid-19 e gripe. Em 2025, o país já registrou mais de 150 mil casos de SRAG.
O boletim semanal InfoGripe, divulgado na última quinta-feira (7) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica que os casos de covid-19 continuam em crescimento no Ceará e voltaram a subir no Rio de Janeiro. O levantamento também mostra que a síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associada ao vírus sincicial respiratório (VSR) segue em níveis elevados entre crianças na maioria dos estados.
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Na Bahia, houve aumento de hospitalizações de crianças e adolescentes devido ao rinovírus. Já entre idosos, a tendência é de queda nos casos ligados ao Influenza, mas a Fiocruz alerta que os índices de SRAG permanecem de moderados a altos em parte do Centro-Sul, além de regiões do Norte e Nordeste.
A pesquisadora Tatiana Portela reforça a importância de manter a vacinação contra a covid-19 atualizada, especialmente para pessoas idosas e imunocomprometidas, que devem receber doses de reforço a cada seis meses. Ela também lembra que, diante da presença de Influenza A em alguns estados, é fundamental estar com a vacina contra a gripe em dia.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG, 13,9% foram de Influenza A, 1,5% de Influenza B, 44,7% de VSR, 34,6% de rinovírus e 5,6% de Sars-CoV-2 (covid-19). Entre os óbitos, a presença dos vírus foi de 51,6% para Influenza A, 2% para Influenza B, 18,4% para VSR, 18% para rinovírus e 8,1% para Sars-CoV-2.
No cenário nacional, os registros de SRAG apresentam tendência de queda tanto no curto prazo (últimas três semanas) quanto no longo prazo (últimas seis semanas). Em 2025, já foram notificados 150.615 casos da síndrome, sendo 80.577 (53,5%) com resultado positivo para algum vírus respiratório, 51.291 (34,1%) negativos e 8.853 (5,9%) ainda aguardando resultado laboratorial.
Fonte: Ag. Brasil
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