Exportações brasileiras enfrentam novas barreiras comerciais nos EUA
Mais de 35% das vendas para os Estados Unidos passarão a pagar tarifa de 50%, enquanto 44,6% foram poupadas
Ag. Brasil
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Cerca de 44,6% das exportações do Brasil para os Estados Unidos foram excluídas da nova tarifa de 50% imposta pelo governo norte-americano. Por outro lado, 35,9% dos produtos exportados serão afetados pela sobretaxa. Outros 19,5% já estavam sujeitos a tarifas específicas, como autopeças, veículos, aço e alumínio, sob alegações de segurança nacional. Com isso, 64,1% das exportações brasileiras seguem competindo em condições similares às de outros países. O levantamento é preliminar e se baseia nos dados de 2024. Produtos já embarcados antes da ordem executiva não serão impactados pela nova medida.
Um levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) revelou nesta quinta-feira (31) que 44,6% das exportações do Brasil para os Estados Unidos foram excluídas da nova tarifa de 50% anunciada recentemente. A medida, implementada pelo governo dos EUA, impacta diretamente o comércio internacional brasileiro.
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A nova política tarifária foi divulgada no dia anterior (30) e estabelece que cerca de 35,9% dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos estarão sujeitos à cobrança adicional. A lista com aproximadamente 700 exceções, que inclui itens como aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro, continuará sendo tarifada com alíquotas de até 10%, conforme definido em abril.
Outros 19,5% das exportações brasileiras continuam a enfrentar tarifas específicas aplicadas anteriormente sob o argumento de "segurança nacional" adotado pela gestão de Donald Trump. Entre esses produtos estão autopeças, veículos, aço, alumínio e cobre, que já vinham sendo tarifados com alíquotas entre 25% e 50%.
De acordo com o Mdic, quando somadas as vendas excluídas do tarifaço e aquelas sujeitas a tributos específicos, 64,1% das exportações brasileiras continuam a competir com condições semelhantes às de outros países no mercado norte-americano.
O estudo considera os dados comerciais do Brasil com os EUA referentes ao ano de 2024 e, segundo a Secretaria de Comércio Exterior, trata-se de um levantamento preliminar. O governo brasileiro ainda aguarda esclarecimentos adicionais sobre a abrangência das exceções, incluindo possíveis ajustes em especificações técnicas dos produtos exportados.
A pasta também informou que mercadorias embarcadas até sete dias após a emissão da ordem executiva norte-americana não serão afetadas pela nova tarifa, desde que atendam às condições estabelecidas.
Fonte: Ag. Brasil
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