26/07/2022 às 09h21min - Atualizada em 26/07/2022 às 09h21min

​Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha

Data é celebrada em Belém com serviços e uma marcha pedindo políticas públicas

Da Redação
Agência Belém

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A rotina de dezenas de mulheres moradoras dos bairros Jurunas, Condor e Cremação foi quebrada nesta segunda-feira, 25, no Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha, numa especial que aconteceu no estacionamento do Programa de Saneamento da Bacia da Estrada Nova (Promaben) Promaben, no bairro da Condor.

Algumas mulheres aproveitaram o momento para melhorar a autoestima nas mãos dos cabeleireiros. Foi o caso da diarista Janaína Naum, de 39 anos que assistiu a palestra e ainda ganhou um corte.  “Eu estava precisando de um corte de cabelo, aproveitei que não fui trabalhar pra vir pra cá”, contou a diarista.

Para a coordenadora da Mulher de Belém, Emanuelle Rayol, “é muito importante que a gente paute esse dia como um dia de luta, como um dia de reivindicação de direitos, como um dia em que a gente visibiliza, traz pro centro dos nossos olhares e dos nossos debates as mulheres pretas que que são as principais forças de trabalho em todos os campos. Além do peso do machismo incide sobre nós também o peso do racismo”.

A programação contou com a participação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), que ofertou testes rápidos de sífilis e HIV, exames preventivos de Câncer do Colo do Útero (PCCU), distribuição de preservativos e palestras sobre higiene bucal e distribuição de creme dental, escovas de dentes e fio dental.



O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Jurunas promoveu o cadastramento e regularização no CadÚnico. Já a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) fez a inscrição de interessados no Sistema Nacional de Emprego (SINE).

Para Fátima Matos, representante do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), do Fórum de Mulheres e da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) proferiu uma palestra sobre as Leis Antirracistas e o Enfrentamento ao Racismo. Ela disse que é “importante esse envolvimento da comunidade e, fundamentalmente, as mulheres negras de todas as comunidades que, infelizmente, ainda necessitam se autoafirmar, se empoderar e buscar o seu bem-estar próprio”.

Marcha 



Com o tema “30 anos de luta, nossa marcha continua e se renova: mulheres negras amazônidas em luta por justiça ambiental e racial”, a 7ª edição da Marcha das Mulheres Negras de Belém tomou as ruas do centro da capital paraense no começo da noite da noite desta segunda-feira, 25. 

A Marcha da Mulher Negra em Belém iniciou na Escadinha da Estação das Docas com a bênção de lideranças femininas de religiões de matrizes africanas e seguiu pela avenida Presidente Vargas, com destino ao Quilombo da República, localizado na praça da República, considerada local sagrado para a população negra, onde eram enterradas pessoas negras escravizadas no período colonial.

As mulheres em marcha pautaram as causas sociais durante a caminhada e que foram levantadas pelos movimentos que as representam.

“Esse é o momento que buscamos chamar a atenção da sociedade para um dos maiores grupos demográficos do Brasil, que muitas das vezes é invisibilizado. Mostrar que necessitamos de políticas públicas específicas para nos atender”, explicou a representante da organização da Marcha da Mulher Negra em Belém, Flávia Ribeiro.

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